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FMI mais pessimista com a economia global

SEMANA DE 08 A 15 DE ABRIL

O Fundo Monetário Internacional reviu em baixa as suas projecções para o crescimento económico global, passando de 3,3% para 3,1%, num contexto marcado pelo agravamento dos riscos geopolíticos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), no seu mais recente World Economic Outlook, reviu em baixa a projecção de crescimento económico global, antecipando uma desaceleração para 3,1% em 2026 e 3,2% em 2027. O cenário é marcado por choques geopolíticos prolongados, com impacto no comércio, na confiança e nos mercados energéticos, bem como pela subida dos preços da energia e dos alimentos, que deverá elevar a inflação global para cerca de 4,4% e pressionar o rendimento das famílias.
A instituição aponta ainda que condições financeiras mais restritivas, com taxas de juro elevadas, poderão limitar o consumo e o investimento, com efeitos mais acentuados nas economias emergentes e em desenvolvimento. No mercado petrolífero, os preços registaram desvalorizações semanais superiores a 12%, com o Brent a negociar em torno dos 95,25 dólares e o WTI nos 91,28 dólares na sessão de quarta-feira.

A queda foi impulsionada pelo alívio das tensões entre Irão, Estados Unidos e Israel, na sequência de um acordo temporário de paz e de declarações recentes do Presidente norte-americano, que apontaram para um possível fim do conflito nos próximos dias, levando os investidores a antecipar uma normalização do fornecimento de crude.

As perdas foram parcialmente atenuadas por informações que indicam uma redução de cerca de 600 mil barris por dia na capacidade produtiva da Arábia Saudita, na sequência de ataques a infra-es truturas energéticas. Ainda assim, a Agência Internacional de Energia alerta que os preços do petróleo ainda não reflectem plenamente a crise no Médio Oriente, que já afectou mais de 80 infraestruturas e cerca de 13 milhões de barris por dia, podendo a recuperação total demorar até dois anos.

Nos mercados accionistas, os principais índices internacionais encerraram em terreno positivo, reflectindo o optimismo dos investidores quanto a um eventual desfecho definitivo do conflito no Médio Oriente. Nos Estados Unidos, em termos acumulados da semana, o S&P 500 avançou 2,21%, para 6.967,38 pontos, enquanto o Euro Stoxx 600 valorizou 0,89%, para 620,35 pontos.

Apesar deste contexto mais optimista, o preço do ouro registou uma valorização acumulada de cerca de 2,36%, fixando-se em 4.814,73 dólares por onça, num cenário em que o dólar recuou aproximadamente 1,71% face às principais moedas, com o índice Bloomberg USD a si tuar-se em 98,14 pontos. Por sua vez, o euro apreciou-se, com o par EUR/USD a acumular, até quarta--feira, uma valorização semanal de 1,65%, negociando em torno de 1,18 dólares por euro.

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