Novas avaliações quintuplicam potencial de terras raras na mina de Longonjo
A empresa angolana Ozango Minerais é uma subisidária da inglesa Pensana (66%). O Fundo Soberano de Angola controla 24% da empresa e também é o maior investidor na entidade inglesa, que está cotada na Bolsa de Londres, já que possui 29,1% do capital da Pensana.
Dois anúncios oficiais, publicados no final de 2025, levantam a possibilidade de o potencial de terras raras em Longonjo, província do Huambo, ser cinco vezes superior às estimativas iniciais, que já colocavam aquele projecto a garantir cerca de 5% da procura mundial do valioso composto mineral. Os estudos geológicos vão prosseguir, segundo os investidores, ao mesmo tempo que a mina é construída, para estudar a possibilidade de aumentar o potencial do projecto de 313 milhões de toneladas, para mais de 1.000 milhões de toneladas de terras raras.
Segundo um comunicado da Pensana, entidade de origem inglesa (listada na Bolsa de Londres) que é parceira do Fundo Soberano de Angola na Ozango Minerais, empresa angolana que detém os direitos de exploração da mina de Longonjo, após uma avaliação detalhada em Longonjo, a "empresa identificou a possibilidade de aumentar em mais de cinco vezes o teor de terras raras pesadas no seu produto de alto valor, o Carbonato Misto de Terras Raras (MREC)".
O MREC é um artigo intermédio que vai ser produzido no Huambo e exportado para os mercados mais desenvolvidos, onde se produzem telefones de última geração, produtos tecnológicos e carros eléctricos, entre outros. Esta solução visa garantir algum nível de transformação industrial local, ao invés de exportar apenas os recursos minerais.
Antes, noutro comunicado oficial, a empresa informava os investidores que estava a desenhar "um programa de perfuração vertical de 25.000 metros com o objectivo de ampliar a estimativa de recursos minerais" de 313 milhões de toneladas para mais de 1.000 milhões de toneladas com teor semelhante.
"Esta revisão técnica detalhada foi iniciada em resposta à crescente procura por parte dos parceiros, que procuram garantir o fornecimento de elementos de terras raras leves a partir de 2027", sublinhou a Pensana, que em Junho do ano passado assinou um memorando de entendimento não vinculativo com a Toyota Tsusho Corporation para aquisição de 20.000 toneladas/ano de MREC. A previsão é de um período de vida de 20 anos.
Tim George, PCA da Pensana, disse que a última avaliação técnica "destacou a mina de Longonjo como um dos poucos fornecedores, a entrar em operação no curto prazo, capazes de apoiar toda a cadeia de abastecimento, da mina ao íman, com terras raras leves e pesadas".
"Os nossos parceiros foram claros quanto às suas necessidades e esta actualização aumentará ainda mais a importância de Longonjo no panorama das terras raras", sublinhou o gestor da Pensana. Nos últimos seis anos, foram investidos 70 milhões USD em trabalhos de exploração, construção e elaboração de estudos técnicos e ambientais. No total, o investimento, dividido em duas fases, está avaliado em 322 milhões USD.
(Leia o artigo integral na edição 862 do Expansão, sexta-feira, dia 30 de Janeiro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)











