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Deutsche Bank já tem acordos de correspondência com 3 bancos e BNA

BANCO ALEMÃO QUER MAIS

O Corredor do Lobito, que tem investimentos europeus e dos EUA, abriu a porta de grandes bancos internacionais às instituições bancárias angolanas. O Deutsche Bank já lidera a corrida, com BFA, Millennium Atlântico e Standard Bank, aos quais se junta o Banco Nacional de Angola.

Aquele que é um dos maiores bancos mundiais, o alemão Deutsche Bank, já celebrou acordos de correspondência bancária com quatro bancos nacionais e abre a porta a novos acordos, admitiu ao Expansão a directora executiva da instituição para a área Institutional Cash Management.

De acordo com Patricia Sullivan, que esta semana esteve em Luanda a chefiar uma comitiva de altos quadros do banco alemão, estes acordos fazem parte da estratégia do Deutsche Bank que, em Outubro, celebrou com o BFA o primeiro acordo de correspondência bancária em dólares e euros.

As outras três entidades que já celebraram estes acordos são o Millennium Atlântico, o Standard Bank e o Banco Nacional de Angola. "O principal objectivo da nossa visita foi encontrar-nos com os nossos novos clientes e mostrar o nosso apreço pela sua enorme parceria na abertura de contas de correspondência com o Deutsche Bank. O BFA foi o primeiro e estamos extremamente orgulhosos da nossa relação. Não só por terem sido os primeiros, mas também pela forma como cresceu nos últimos meses. Estamos muito orgulhosos de dizer que já incorporámos quatro instituições financeiras nesta primeira vaga", sublinhou Patricia Sullivan

E acrescentou: "Faz parte da estratégia do Deutsche Bank. Eu represento o negócio de dinheiro e comércio, mas o Deutsche Bank opera em Angola desde 2003. Na verdade, é o banco mais antigo a apoiar Angola até hoje. E abrir estas relações é, na verdade, apenas desbloquear serviços adicionais que o Deutsche Bank pode fornecer a Angola. Então, voltando a 2003, fornecemos apoio e financiamento a infraestruturas não petrolíferas na área da saúde, no saneamento, projectos públicos de grande escala que apoiam o bem-estar e o povo de Angola. Agora, ao apoiar os bancos com dinheiro e comércio, conseguimos dar-lhes acesso vital à compensação em dólares americanos e euros, o que realmente amplia o alcance do povo angolano".

Quando questionada sobre o facto de Angola estar hoje na lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), comumente conhecido como o "polícia do branqueamento de capitais", Patricia Sullivan disse que isso não foi um problema. "Isso é algo que levamos muito a sério e temos uma abordagem de realmente garantir que conhecemos os nossos clientes. Pode haver bancos muito bons em países que estão na lista cinzenta. O que é importante para nós é que o País esteja a tomar medidas sérias para resolver as deficiências observadas. E também trabalhamos com os bancos nos países que estão na lista cinzenta para ajudar a elevar os padrões".

Presente nesta "task force" do banco alemão estava Mathew Probershteyn, director executivo que concentra funções como a correspondência bancária e financiamento ao comércio externo. Em declarações ao Expansão, adiantou que o banco tem um departamento que apoia e faz parcerias com bancos e instituições locais para apoiar em questões relacionadas como a compliance e o branqueamento de capitais.

"Em reconhecimento aos países que estão na lista cinzenta ou que têm alguma questão específica de risco inerente mais elevado, fazemos parcerias com as instituições locais para garantir que enfrentemos a questão juntos e em parceria. Em vez de fugir dela ou ignorá-la, sabemos que podemos gerir o risco com segurança quando o fazemos juntos", sublinhou.

Em Outubro do ano passado, o Expansão publicou um artigo com o título "Maiores bancos angolanos à "caça" de correspondentes bancários em dólares", no qual avançava que o BFA tinha celebrado um acordo de correspondência bancária com o banco alemão e que o Standard Bank tinha celebrado o mesmo tipo de acordo com os norte-americanos do JP Morgan, naquilo que foi o regresso de um grande banco norte-americano à correspondência bancária com Angola.

(Leia o artigo integral na edição 862 do Expansão, sexta-feira, dia 06 de Fevereiro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)

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