País gastou 2.144,4 milhões USD a importar alimentos em 2025
Os bens alimentares valem 14% do total de importação de todo o País, e só perdem para a importação de máquinas e de combustíveis, que representam, respectivamente, 26% e 17% das compras do País ao exterior.
A importação de bens alimentares cresceu 5% para 2.144,4 milhões USD em 2025, o que significa que o País gastou mais 95,0 milhões USD com importação de alimentos do que em 2024. Isto justifica, em parte, a desaceleração da taxa de inflação que se tem registado nos últimos meses, já que as famílias gastam praticamente metade dos seus rendimentos para comprar alimentação.
O próprio BNA, que tem a missão de garantir a estabilidade de preços, tem justificado que o comportamento do preço dos alimentos resulta, fundamentalmente, do aumento da oferta dos produtos de amplo consumo na economia, tendo em conta a insuficiente produção interna e o aumento das importações.
"A redução da inflação resultou, essencialmente, do aumento da oferta de produtos de amplo consumo, da melhoria das condições monetárias, reflectida no controlo da liquidez em circulação e na sua adequação à actividade económica, assim como da estabilidade cambial observada ao longo do ano", afirmou o governador do BNA .
Os bens alimentares valem 14% do total de importação de todo o País, e só perdem para a importação de máquinas e de combustíveis, que representam, respectivamente, 26% e 17% das compras totais do País ao exterior. Apesar do aumento das importações, o presidente da Associação de Empresas de Comércio e Distribuição Moderna de Angola (ECODIMA), Raúl Mateus, apon ta que escassez e o custo elevado de acesso a divisas têm sido o principal obstáculo das empresas, "mesmo com a estabilidade cam bial", o que comprometeu a liquidação atempada de importações e forçou empresas a recorrerem a mecanismos alternativos, mais onerosos. E há que ter em conta também os custos persistentes com transporte, energia, armazenamento e burocracia aduaneira, que continuam a pesar fortemente na estrutura de custos.
Contudo, a importação de bens de consumo corrente (que valem 55% das importações) cresceu 3% para 8.571,6 milhões USD em 2025, ao passo que os bens de capital como máquinas, ferramentas e equipamentos, que valem 28% das importações, cresceu 21% para 4.362,4 milhões USD (+757,4 milhões USD). Já os bens de consumo intermédio (produtos utilizados no processo de produção de produtos acabados), que valem 17% das importações, registaram um crescimento de 14%, ao passar de 2.268,5 milhões USD para 2.583,1 milhões USD.
China é o principal fornecedor de Angola
Sem surpresa, a China continua a ser o maior fornecedor, já que 20% das importações angolanas vêm deste país. Em 2025, as importações provenientes da China cresceram 50% para 3.079,3 milhões USD (+1.022,9 milhões USD). Além de ser o maior fornecedor, o gigante asiático é também o maior cliente do petróleo nacional (destino de 58% das exportações de crude). Assim, a China mantém-se como o maior parceiro comercial de Angola. Segue-se Portugal com 1.532,2 milhões USD, que registou um aumento de 15% nas vendas para Angola, e o Reino Unido fecha o pódio dos maiores fornecedores de Angola com 826,2 milhões USD.











