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Economia

Stock de crédito cresce 7% para 9,5 biliões Kz, com particulares e comércio na liderança

MAIS 621,8 MIL MILHÕES KZ FACE A DEZEMBRO

O desafio continua a ser financiar a produção e a diversificação. Apesar dos máximos em kwanzas, o stock em dólares vale a apenas um terço do pico de 2014. Descida dos juros e estabilidade cambial favorecem o aumento do crédito, mas a concorrência do Estado na captação de recursos e as dificuldades de recuperação de crédito continuam a travar crédito às empresas.

O stock de crédito bancário aumentou 7% nos primeiros nove meses do ano para 9,5 biliões Kz (10,4 mil milhões USD), mais 621,8 mil milhões Kz face a Dezembro de 2025, mantendo-se os particulares e o comércio entre os principais destinos do financiamento, de acordo com cálculos do Expansão com base nos dados do Banco Nacional de Angola (BNA).

Na comparação homóloga, o desempenho é mais expressivo. Face a Setembro de 2025, o stock de crédito aumentou 13%, correspondendo a um aumento de cerca de 1,1 biliões Kz. Esta evolução reflecte, em parte, a descida das taxas de juro desde 2025, na sequência do alívio da política monetária promovido pelo BNA em resposta à desaceleração da inflação, actualmente em torno de 8,4%.

Desde Novembro de 2025, o banco central realizou seis cortes consecutivos da taxa directora, num ciclo de flexibilização monetária que levou os juros de referência para níveis anteriores à pandemia. A redução da taxa directora contribuiu para a descida da Luibor, a taxa interbancária de referência, aliviando o custo do financiamento para famílias e empresas.

A estabilização cambial também contribuiu para melhorar o ambiente de financiamento. Embora o banco central defenda que a taxa de câmbio resulta das forças do mercado, a relativa estabilidade do kwanza tem limitado novas pressões sobre a moeda nacional, apesar da persistência de necessidades de divisas por satisfazer (backlog) no mercado cambial. Para se ter uma ideia, nos primeiros nove meses do ano, os bancos adquiriram, em média, cerca de 1.116 milhões USD por mês, um volume que continua insuficiente para responder às necessidades da economia, cobrindo pouco mais de metade da factura mensal de importações de bens e serviços do País. Num regime de câmbio plenamente flexível, esse desequilíbrio poderia traduzir-se numa maior depreciação do kwanza.

Apesar do crescimento do crédito em moeda nacional, que atingiu máximos históricos em kwanzas, a realidade é diferente quando os valores são convertidos em dólares. Longe estão os níveis observados entre 2013 e 2014, quando o stock de crédito ultrapassava os 30 mil milhões USD. Actualmente, o montante equivale a cerca de 10,4 mil milhões USD, cerca de um terço do máximo de 32,6 mil milhões USD registado em 2014.

E o financiamento bancário continua aquém das necessidades da economia. A banca mantém uma preferência pelo financiamento do Estado em detrimento do sector privado, num fenómeno conhecido como crowding out, em que a procura de recursos pelo sector público condiciona a disponibilidade de financiamento para as empresas....

Leia o artigo integral na edição 900 do Expansão, sexta-feira, dia 30 de Outubro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui

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