África do Sul no top 10 de países com mais mulheres nos boards
África do Sul ocupa o 8.º lugar no top 10 dos países com mais mulheres na direcção das empresas, mas o Quénia é o país da África Subariana com a média mais alta e que mais medidas legislativas adoptou para a equidade. O estudo regista um salto de 2,8 pp desde 2018 na média global de 19,7%, entre 10.493 empresas de 72 países.
As mulheres têm vindo a conquistar espaço na direcção das empresas, mas a média global de 19,7% no último estudo da Deloitte sobre a presença de mulheres em lugares de topo revela um "progresso a ritmo de caracol" e com um país africano no top 10. A França, com 43,2% de mulheres nos boards lidera o estudo, que analisa 10.493 empresas em 72 países, e África do Sul surge em 8.º lugar, com 31,8%.
Na África Subsariana, o estudo engloba só três países - África do Sul, Nigéria e Quénia - uma amostra diminuta, tendo em conta que deixa de fora 45 países, o que catapulta a média da região (30,5%), a 2.ª mais alta a seguir à da Europa (30,7%). A própria Deloitte admite que o facto de a 7.ª edição do relatório detalhar apenas 72 países, que correspondem a mercados com "organizações locais ou governos empenhados em aumentar o número de mulheres" nas direcções das empresas, "esconde tanto quanto revela".
"Esta média global inclui países na vanguarda de igualdade", como é o caso de França, país que estabeleceu há mais de uma década uma quota de 40% de participação empresarial feminina. Mais inclui igualmente o Qatar, Arábia Saudita ou Coreia do Sul, com menos de 5% de mulheres. O quadro é pior, quando detalha o número de mulheres presidentes de conselhos de administração (PCA), na direcção executiva (CEO) e direcção financeira (CFO). Aí as taxas caem drasticamente e até França derrapa, com apenas 9,8% de mulheres PCAs, 9,7% de CEOs e 16,2% de mulheres CFOs (ver tabela).
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