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Opinião

Em quanto as importações dificultam o crescimento da economia?

8 DE ABRIL

Uma das questões centrais das relações comerciais de Angola com o exterior é conhecer-se a componente importada da produção nacional.

Em quanto as importações (matérias-primas, subsidiárias e de bens de equipamento) devem ser acrescidas para que o PIB aumente um ponto percentual? Aparentemente, não existem estudos oficiais que avancem com um valor, centrando-se as políticas económicas apenas na necessidade do fomento da produção nacional (exportável e dirigida aos bens da cesta básica).

As importações, em especial de bens, estão presentes em toda a cadeia de valor da produção nacional, presumindo-se que alguns produtos rotulados de nacionais incorporem matéria-prima e subsidiárias de elevado conteúdo importado.

Por isso, a rarefacção de divisas afecta a actividade de muitas empresas que produzem para o mercado interno. A economia nacional continua a ser essencialmente importadora, sendo o respectivo rácio de 37,2% em 2015.

O País importa quase tudo, desde os bens mais básicos, como água, alimentos, confecções diversas, calçado, etc., até bens mais complexos, como equipamentos, automóveis, barcos, aviões, etc.. É pelo facto de se importar quase tudo, que as reservas em moeda externa que o País consegue por meio das exportações do petróleo, rapidamente se esgotam.

(Leia mais na edição em papel do Expansão.)

* Economista, mestre em macroeconomia, docente da UCAN, investigador auxiliar no CEIC

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