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"A literacia financeira não é uma magia para ser rico, muito menos para ser um `agarrado""

ANTÓNIO BRAÇA

É técnico da AGT mas não dispensa o interesse pela escrita, dai ter lançado o livro "Eu e os Tributos - uma abordagem sobre cidadania fiscal", além de outros mais literários. O desafio é dizer às pessoas que a educação e inclusão financeiras são o primeiro passo para se tornar num bom gestor, ainda que familiar.

Como escolheu o tema para o seu livro?

O tema resulta de um trabalho de investigação, estou em fase final do meu doutoramento e o campo de investigação é a literacia financeira. Foi observada a necessidade e o seu impacto das sociedades terem conhecimento neste campo, pois é parte integrante para a estabilidade social. Vários foram os artigos escritos neste campo de estudo e o excesso de ideias e escritos levou-me a passar a mensagem à sociedade por meio de um livro.

Qual é o seu objectivo?

O objectivo é ilustrar aos leitores que na vida, para alcançamos o sucesso, temos que investir, tal como investimos nos estudos para sermos bem formados, investimos numa escola de condução para termos a licença de condução, investimos numa empresa para sermos empresários. Também devemos investir na literacia financeira para chegarmos à estabilidade financeira.

Pois todos precisamos do dinheiro...

Todos estamos sujeitos a conviver eternamente com dinheiro, mas ninguém nos ensina como devemos obter dinheiro, ou no mínimo como deve ser a sua gestão. O objectivo é ilustrar os meandros do processo de obtenção de receitas, sua gestão e realização de despesas de forma saudável e em função da renda.

Que papel desempenha a literacia financeira na formação do cidadão?

A literacia financeira desempenha um papel fundamental nas decisões do quotidiano de um indivíduo e do Estado, verifica-se a descontinuação nas políticas nas principais medidas económicas a serem adoptadas. Apelamos à inclusão da literacia financeira nas medidas políticas económicas do Governo, já que possibilitam a tomada de decisões mais complexas, como a escolha de aplicações financeiras ou o crédito a longo prazo.

A educação é um factor importante para este processo?

Sim, a educação constitui um processo que visa preparar o indivíduo para as exigências da vida política, económica e social do País e que se desenvolve na convivência humana, no círculo familiar.

O que mais falha neste processo de educação financeira em Angola?

Falham as posturas, procedimentos e conhecimentos financeiros dos indivíduos. A literacia financeira tem ganho, nos últimos anos, uma importância gradual. Estes determinantes têm sido muito ligados à evolução das economias, associando-se os níveis de literacia financeira das populações ao resgate económico de cada comunidade. É importante acompanharmos esta evolução, a nível básico (famílias e empreendedores) e a nível sénior (governos, grandes empresas), visando uma economia doméstica e global sólida, capaz de ser resistente aos choques sucessivos externos.

E quais são os "caminhos" para a inclusão financeira?

É notória a crescente preocupação dos organismos internacionais, dos governos e dos bancos centrais em promover planos de acção junto das suas populações com o objectivo de aumentar o nível de conhecimento financeiro dos cidadãos. Este livro é parte integrante deste processo, eu António Braça, sou angolano, patriota, amo este País, eis o meu contributo com este livro para a mudança financeira e consciencialização financeira, para termos uma sociedade capaz de satisfazer as suas necessidades básicas com a renda que dispõe.

(Leia o artigo integral na edição 681 do Expansão, de sexta-feira, dia 01 de Julho de 2022, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)