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Angola

PCA da Sonangol garante que participações na Galp e Banco Millennium BCP são para manter

Petrolífera não tem interesse em desfazer-se das participações nas empresas portuguesas

Gaspar Martins diz que "nenhuma empresa que queira ter alguma receita se dá ao luxo de se desfazer desse activo [BCP], portanto, ainda continua estratégico". A petrolífera estatal registou um volume de negócios de 10,5 mil milhões USD em 2024, o que representa uma queda de 8% face aos 11,4 mil milhões alcançados em 2023, segundo resultados provisórios da empresa.

O presidente do conselho da administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, garantiu, esta terça-feira, que as participações nas empresas portuguesas Galp Energia e Banco Millennium BCP continuam a ser estratégicas e devem manter, destacando os resultados positivos alcançados no exercício económico e financeiro de 2024.

"Até agora, a participação da Sonangol na Galp e BCP é estratégica e temos indicações do dono que é para permanecer. Têm dado resultados positivos", sustentou o PCA da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins falava dos resultados alcançados pela empresa em 2024, durante uma cerimónia no âmbito do 49.º aniversário que a Sonangol completa esta terça-feira.

"Para nós continua a ser um activo a manter, não vemos razão pela qual sair", disse Gaspar Martins, referindo-se a "momentos difíceis" vividos "no caso particular do BCP", cujas acções chegaram a um valor mínimo de pouco cêntimos "próximo de zero", mas têm estado a valorizar chegando esta terça a 0,57 cêntimos de euro. O responsável afirmou ainda que "nenhuma empresa que queira ter alguma receita se dá ao luxo de se desfazer desse activo, portanto, ainda continua estratégico".

A Sonangol detém uma participação indirecta na petrolífera portuguesa através da Amorim Energia, que controla 36,7% do capital da Galp, e é o segundo maior accionista do BCP, com uma participação de 19,49%.

Relativamente ao anúncio feito pela Galp de mais uma descoberta de petróleo na vizinha República da Namíbia, Gaspar Martins referiu que a Sonangol tem acompanhado o que está a ser feito, o que tem servido para valorizar mais a Galp. "E se houver necessidades de investimento ela [ a Galp] vai aproximar-se aos accionistas para ver que tipo de necessidades terá", salientou.

Por sua vez, Diamantino Azevedo, ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, disse que há investimento no upstream de Angola e espera que as descobertas na Namíbia "algumas resultem em projectos".

Volume de negócios caiu 8% para 10,5 mil milhões USD

Em 2024, a petrolífera estatal registou um volume de negócios de 10,5 mil milhões USD, o que representa uma queda de 8% face aos 11,4 mil milhões alcançados em 2023, segundo resultados provisórios da empresa.

A Sonangol referiu que o ano de 2024 ficou marcado "por inúmeros desafios", com destaque para a "instabilidade no ambiente geopolítico e consequente impacto no comportamento dos mercados, com uma redução do preço do petróleo das ramas comercializadas pela Sonangol".

Os números apresentados demonstram que o preço médio por barril foi de 80,09 USD, abaixo dos 82,04 alcançados no ano anterior, o que reflecte uma redução de 2%.

A empresa salienta, em comunicado, que ainda assim a Sonangol prevaleceu "sólida e constante" com um volume de negócios de 10,5 mil milhões USD e um EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 3,4 mil milhões USD reflectindo a "capacidade de gerar lucro num cenário de volatilidade do mercado".

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