IGAPE 'esquece' privatização do Nosso Super
Prazo para privatização foi prorrogado duas vezes. Sobre o último leilão nada se sabe, o IGAPE não publica informação e não respondeu ao Expansão.
Depois de prorrogar duas vezes a data para a apresentação de candidaturas para a privatização das lojas da rede Nosso Super, o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) deixou de publicar como decorre o processo do concurso público direccionado exclusivamente aos investidores nacionais devidamente qualificados para o efeito.
O concurso para candidatura teve início no dia 28 de Outubro de 2021 e terminava dia 15 de Dezembro de 2021. Porém, a data foi prorrogada uma primeira vez para o dia 27 de Abril de 2022. De acordo com a informação disponibilizada no site do IGAPE, o prazo para submissão de candidaturas para a privatização voltou a ser estendida para o passado dia 11 de Maio, com objectivo de atender às solicitações apresentadas por vários investidores interessados no concurso que apresentaram como constrangimento a dificuldade na submissão das candidaturas devido à falha de comunicação que tem se registado no acto de registo na plataforma, uma vez que as candidaturas foram apresentadas via portal do leilão electrónico.
Mas desde que terminou o prazo, o IGAPE não disponibilizou informação em relação ao processo, nem respondeu aos pedidos de esclarecimentos do Expansão enviados há três semanas. Todavia, até Maio, das 24 lojas que constituem a rede de supermercados, ainda estavam em leilão 17 lojas, sendo que os interessados poderiam apresentar proposta para a gestão de uma ou mais lojas, não sendo obrigatória a apresentação de propostas para a gestão de toda a rede.
Para a privatização da cadeia que integrava o Programa de Reestruturação do Sistema de Logística e de Distribuição de Produtos Essenciais à População (PRESILD) está na mesa a modalidade de Cessão do Direito de Exploração e Gestão, com opção de compra, com prazo de execução do contrato de cinco anos.
Neste momento, as lojas que ficaram sem propostas são as 15 que estão fora de Luanda. Já na capital do País, apenas o Nosso Super do N"Zamba III e o do Sambizanga não receberam propostas. Segundo os termos de referência do concurso público, das lojas que restaram, o Nosso Super mais caro custa 300 milhões Kz, preço de venda das lojas resultante de avaliação patrimonial, valor atribuído à loja N"Zamba III e os mais baratos custam 150 milhões Kz, que são os Nosso Super do Kuito, do M"Banza Congo, do Menongue, do Namibe, do N"Dalatando, assim como os Nosso Super de Ondjiva, do Soyo, do Uíge e a loja do Sambizanga.
O Nosso Super foi lançado em 2007, e tinha como objectivo modernizar a rede comercial e criar novas oportunidades de negócios e de emprego. A gestão e exploração da rede de supermercados passaram para o gru[po Zahara em Janeiro de 2016











