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EXPANSÃO - Página Inicial

Economia

Inflação em 2021 foi de 27,03% no País e 30,43% em Luanda

PREÇOS DESCONTROLADOS NA CAPITAL DO PAÍS

A inflação fechou o ano com valores acima do que tinha sido previsto pelas instituições oficiais no início de 2021. Em o acréscimo de preços ficou acima dos 30%, lembrando que a categoria Alimentação e bebidas não alcólicas contribui com mais de 65% para este índice.

O ano de 2021 fechou com uma inflação homóloga de 27,03% para o País e de 30,43% para Luanda. Este diferencial tem fundamentalmente a ver com os preços de três classes - Alimentaçãoe bebidas não alcoólicas, Bens e serviços diversos e Transportes. Se olharmos apenas para as variações no mês de Dezembro, o IPC cresceu 2,2% na capital e apenas 2,1% no resto do País. A maior diferença na comparação entre Luanda e as restantes províncias está exactamente nos preços dos transportes, onde os crescimentos em Dezembro foram 2,23%, enquanto que a média nacional não ultrapassou 1,42%.

As diferenças no aumento de preços também podem ser explicadas pelos diferentes crescimentos nos sectores da Saúde e Comunicações, em que os crescimentos na capital foram maiores que no resto País. Se olharmos apenas para o mês de Dezembro, que pode significar uma tendência para os próximos meses, a categoria habitação, água, electricidade e combustíveis aumentou em Luanda 1,46% enquanto que o incremento da média nacional foi apenas 1,05%.

Apesar de ter tido o mais alto valor na inflação homóloga, Luanda foi apenas a 6.ª província na variação mensal (Nov/Dez), atrás do Namibe (2,27%), Huíla (2,26%), Malanje (2,26%), Cuanza Sul (2,24% e Cuanza Norte (2,22%).

As províncias com menos crescimento dos preços foram o Bengo (1,81%), o Huambo (1,82%) e o Moxico (1,82%). Estes valores da inflação, que não baixaram nos últimos dois meses do ano em comparação com 2020, significam que o mercado ainda não respondeu a um conjunto de medidas restritivas que o banco central tomou relativamente à circulação de moeda no mercado nacional. Significa também que o aumento da produção nacional anunciada em diversos sectores - agricultura, pecuária e pescas - não desacelerou o crescimento dos preços.