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EXPANSÃO - Página Inicial

Economia

Preço do Jet A1 cai 9,7% para 460,9 kz depois da subida em Dezembro

PREÇO DO MÊS DE JANEIRO

Os operadores continuam a "clamar" por subsídios ao Jet A1, que pesa na estrutura de custos das empresas e tem influência no preço dos bilhetes.

O preço de comercialização do Jet A1 em Janeiro caiu 9,7%, para 460,9 Kz por cada litro em relação ao mês de Dezembro de 2022 em que o preço já com os impostos chegava a 510,2 Kz/litro, calculou o Expansão com base nos dados do Instituto regulador de Derivados de Petróleo (IRDP). Esta queda no preço reflecte a não só a descida dos preços do barril de petróleo verificada nos últimos meses, caindo de valores acima dos 100 USD por barril para os 85,9 USD que foram a média mensal nos mercados internacionais, segundo o site investing.com.

Contribuiu também o facto da moeda nacional se ter mantido estável. Em Dezembro a taxa de câmbio média do dólar no BNA era 504,4 Kz e nos primeiro 11 dias de Janeiro a média foi de 503,7 Kz. Esta queda em Janeiro também é justificada pelo facto de cair a procura, já que no mês de Dezembro é típico o preço crescer devido à grande procura de voos nos aeroportos, de acordo com especialistas.

No último mês de 2022 a evolução do Jet A1 contrariou a tendência de queda iniciada em Agosto do ano passado, depois de ter atingido o pico em Julho, altura em que o Jet A1 era comercializado ao preço de 662,1 Kz, muito por conta da subida do petróleo que atingiu o valor médio mensal de 104 USD/barril.

O Jet A1 é o único combustível que não é subvencionado pelo Estado por isso a evolução do preço obedece à evolução do barril do crude e da variação cambial, que o IRDP e o Ministério das Finanças calculam mensalmente. Contudo, os operadores de aviação nacional continuam a "clamar" por subsídios ao Jet A1, por entenderem que o peso dos combustíveis nas estruturas de custas é elevado, o que acaba por se reflectir no preço de bilhete de passagem, apesar da aposta das companhias em aeronaves lowcost.

Eduardo Soria, PCE da TAAG tinha afirmado que 50% do custo operacional de longo curso é basicamente com combustível e disse que é "relevante relançar a discussão da revisão de metodologia de definição do preço ou atribuição de subvenção aos combustíveis, por forma a compensar a diferença de preços praticados em Angola em relação aos praticados fora do país".