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EXPANSÃO - Página Inicial

Grande Entrevista

Privatização da TAAG, quando? É uma boa pergunta para fazer aos nossos accionistas, no caso o IGAPE

ANA FRANCISCA MAJOR PCA DA TAAG

A pandemia e o combustível, que representa mais de 40% dos custos, tiveram impacto nas contas de 2021, que fecharam com um prejuízo de 296 milhões USD, diz a PCA da TAAG, que tenta arrumar a casa para a privatização. A "descolagem" para a rentabilidade enfrenta turbulência, mas já arrancou, garante.

Há nove meses que está na direcção da companhia aérea nacional, a TAAG. Qual o balanço que faz?

É positivo. É evidente que nós ainda temos um longo caminho a percorrer, mas considero que o balanço é positivo, tanto do ponto de vista do contexto financeiro, como do ponto de vista da reestruturação que estamos a levar a cabo. Embora possa não ser perceptível a quem está de fora, há uma série de situações que ocorreram que permitem que cheguemos a essa conclusão.

A sua gestão propõe um modelo de governação com base na responsabilização, transparência e apresentação de contas. Para quando o relatório e contas de 2021?

As nossas contas de 2021 já foram aprovadas, é evidente que continuamos ainda com um resultado negativo. Estamos a falar de um contexto de pandemia, que teve um impacto negativo na posição patrimonial e na tesouraria da empresa. Temos, portanto, reflectidos nestas contas também o preço do combustível, que continua a ter um impacto significativo na nossa operação, que representa acima de 40% do nosso custo operacional. Estão também reflectidas as taxas aeroportuárias que representam um valor superior a 50% da média regional. Tudo isso acabou por ter impacto nas contas de 2021.

Qual é o resultado líquido de 2021?

O resultado foi negativo em cerca de 296 milhões USD. Este resultado traduz ainda o impacto da Covid-19 no sector da aviação comercial de passageiros, quer pelas restrições à actividade, nomeadamente por via da imposição de quarentenas, testagem PCR, entre outras, quer por via da imparidade de activos, nomeadamente da frota. No entanto, as perspectivas actualmente existentes são positivas, dada a inequívoca trajectória de reestruturação e transformação da TAAG. As demonstrações financeiras intercalares de 2022 apresentam uma recuperação do desempenho operacional, o qual apesar de ainda negativo (-23 milhões USD) representa uma recuperação homóloga de 51% e um EBITDA de -3 milhões USD.

Como se justifica o atraso na publicação do relatório e contas de 2021?

Em relação ao sector público, há um processo que segue as contas do sector público e nós apresentámos com ligeiro atraso. No nosso caso, em concreto, tem a ver com o fornecimento de informação de bancos que não foram dados atempadamente.

(Leia o artigo integral na edição 685 do Expansão, de sexta-feira, dia 29 de Julho de 2022, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)