Saltar para conteúdo da página

Logo Jornal EXPANSÃO

EXPANSÃO - Página Inicial

Mundo

Trump formaliza criação do Conselho de Paz e volta a criticar a ONU

EM DAVOS

O objetivo do líder norte-americano é que o Conselho da Paz ajude na resolução de conflitos em todo o mundo. Entre as primeiras missões do grupo estão a desmilitarização da Faixa de Gaza e a reconstrução da região.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, formalizou nesta quinta-feira, em Davos, a criação do Conselho de Paz (Board of Peace, no original em inglês), um grupo de países que tem como objectivo alcançar a paz na Faixa de Gaza e ajudar a reconstruir a região. No entanto, é objectivo do líder americano que este Conselho de Paz possa ter um papel na resolução de outros conflitos no mundo.

No discurso de formalização deste novo grupo, Donald Trump disse que pretende trabalhar com os países que fazem parte deste Conselho de Paz, mas também com muitos outros e ainda com a Organização das Nações Unidas (ONU) - afastando assim alguns receios que este novo grupo possa representar uma ameaça à ONU. "A ONU tem um potencial tremendo", disse durante o seu discurso.

Apesar de ter prometido trabalhar "em conjunto com as Nações Unidas", Trump criticou a ONU por "não ter feito o suficiente" historicamente. Trump tem sido muito crítico da ONU e retirou os EUA de várias organizações internacionais, tendo expressado recentemente a ambição de que o novo conselho internacional possa replicar, se não competir com a ONU, como um mediador internacional.

Assim, o primeiro plano do grupo passará por manter o cessar-fogo em Gaza e a ajuda humanitária na região, anunciou Trump. "Não queremos pessoas a passar fome". "Queremos Gaza desmilitarizada", acrescentou o líder americano, ameaçando que "será o fim" do Hamas caso o grupo não aceite o processo de desmilitarização.

Apesar da ambição global, o logótipo do Conselho da Paz retrata apenas a América do Norte e partes da América do Sul.

Argentina, Azerbaijão, Bulgária, Cazaquistão, Hungria, Indonésia, Jordânia, Paraguai, Arábia Saudita e Catar foram alguns dos países representados por altos líderes na assinatura do acordo de formalização do Conselho de Paz em Davos.

Entretanto, muitos dos aliados dos EUA na Europa rejeitaram participar no conselho, como França, Noruega, Eslovénia e Suécia, e muitos outros ainda não responderam ao convite, como Portugal, Reino Unido, Alemanha e a Comissão Europeia.

Da União Europeia, apenas a Hungria participa na criação da organização, bem como Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bahrein, Bielorrússia, Egito, Indonésia, Cazaquistão, Kosovo, Marrocos, Paquistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Uzbequistão e Vietname, entre outros

Logo Jornal EXPANSÃO Newsletter gratuita
Edição da Semana

Receba diariamente por email as principais notícias de Angola e do Mundo