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Mundo

Finlândia e Suécia entram na NATO com a Rússia em fundo

CONVIDADOS OFICALMENTE A 29 DE JUNHO

Os dois países nórdicos abandoram o seu estatuto de neutralidade, cederam a todas as exigências da Turquia e vão ser membros da NATO.

As negociações não foram fáceis, uma vez que a entrada na NATO obedece a um convite da organização aos novos membros a ser aprovado por unanimidade, sendo que a Turquia mantinha a disposição em vetar. Foi na reunião preparatória da Cimeira que Erdogan acabou por mudar a sua posição, depois de os dois países nórdicos terem aceite todas as suas exigências, que incluem a extradição de 33 pessoas dos movimentos PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdis[1]tão) e Feto, que o governo de Ancara considera terroristas.

"Sob o novo acordo, pediremos à Finlândia que extradite seis membros do PKK e seis membros do Feto, e à Suécia que extradite 10 membros do Fetö e 11 do PKK", confirmou o ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag. "A Turquia conseguiu o que queria", ou seja, a "plena cooperação" dos países nórdicos na luta contra o terrorismo, congratulou-se a presidência turca, em comunicado de imprensa.

Os dois Estados escandinavos têm manifestado desde há vários anos apoio às Unidades de Protecção Popular (YPG), a formação armada dos curdos sírios e principal componente das Forças Democráticas Sírias (HSD), que Ancara acusa de ligações diretas ao PKK.

Na reunião do passado dia 29, então Finlândia e Suécia foram oficialmente convidados a incorporar a Aliança Atlântica, sendo que este será um processo rápido, uma vez que os dois países obedecem já às condições previstas para fazerem parte da NATO. "Hoje, os líderes da NATO tomaram a decisão histórica de convidar a Finlândia e a Suécia" declarou Jens Stoltenberg, secretário-geral da organização, no início da cimeira de Madrid, acrescentando sobre uma possível adesão da Ucrânia à organização, que "a porta continua aberta".

Nesta cimeira foi também aprovado um novo Conceito Estratégico que identifica a Rússia como o inimigo e a China como um perigo. Agora, "a Rússia coloca a mais séria ameaça à nossa segurança, quando em 2010 era um parceiro estratégico", disse Jens Stoltenberg, que identificou a "China como ameaça aos interesses, segurança e valores" da Aliança. Recomendou também a todos os Estados membros que caminhem para um patamar mínimo de gastos com defesa à volta de 2% do PIB, recordando que muitos deles não canalizam hoje sequer 1%.