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Mundo

OPEP+ faz petróleo cair mais de 4%

SEMANA DE 03 A 10 DE AGOSTO

Petróleo desceu mais de 7% em Londres, na semana em que a OPEP+ acordou novo aumento na oferta de petróleo. No mercado accionista, possível desa- -celeração no ciclo de subidas de juros da Fed deu ganhos às principais bolsas.

Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados (OPEP+) acordaram, nesta semana, um novo aumento de oferta de petróleo a partir de Setembro, em 100 mil barris diários. O incremento é inferior aos aumentos de 648 mil barris acordados para os meses de Julho e Agosto, contudo serviu de pressão aos preços.

No acumulado da semana, o preço do petróleo Brent em Londres perdeu cerca de 7,60% para 98,50 USD por barril, enquanto em Nova York, o West Texas Intermediate (WTI) recuou cerca de 4,86% para 92,52 USD. Embora as preocupações com o crescimento económico se mantenham, espera-se que nos próximos dias, se verifique um regresso dos preços a níveis superiores, devido a alguns factores negativos aos preços. Desde logo, a existência de países no Cartel com problemas para aumentar a sua produção.

Neste sentido, a OPEP refere que a falta de grandes investimentos no sector poderá levar a uma escassez da oferta nos próximos anos. Adicionalmente, refira-se que, em Outubro, os EUA deixarão de libertar as suas reservas estratégicas, o que reduzirá a oferta em cerca de 1 milhão de barris por dia, numa altura em que se espera por um maior nível de consumo de produtos petrolíferos na Europa devido ao período de Inverno, num cenário escassez de gás.

Quanto à política monetária, esta semana a Reserva Federal norte-americana (Fed) divulgou actas da sua última reunião, onde indicou que poderá desacelerar o ciclo de subida de juros, embora seja para continuar. Esta perspectiva de uma actuação mais suave da Fed teve impactos positivos nos principais índices bolsistas da Europa (aumento médio de 2,11%) e dos EUA (subida média da semana de 5,12%). As bolsas também beneficiaram dos bons resultados empresariais referentes ao segundo trimestre.

Nos principais mercados asiáticos, as bolsas recuaram afectadas pelas tensões entre a China e os EUA devido ao reafirmar do apoio dos EUA ao Governo eleito em Taiwan, um território reivindicado pelo Governo chinês como parte integrante da República Popular da China.

Por fim, foram reforçados os indicadores económicos que agravam a expectativa de abrandamento da economia global. A inflação homóloga da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) subiu para 10,3% em Junho, o valor mais alto em 34 anos. Nos EUA, de acordo com o Institute Supply Management (ISM), o índice de produção industrial do País caiu de 54,4 pontos em Maio para 53,8 pontos em Junho, o segundo mês consecutivo de queda.