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Opinião

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Editorial

O que sei é que o valores do jornal se mantêm. Independência, comprometimento com o País, conhecimento das matérias, análise sólida, direito ao contraditório, pluralidade de opinião, dar voz às minorias, não recuar perante pressões externas, acreditar nas notícias publicadas, formar jovens jornalistas com valores éticos e morais que não envergonham, não ter agendas pré-definidas, ser inclusivos e lutar pela verdade, foram sempre características deste projecto.

O Expansão fez 15 anos. Uma caminhada que envolveu centenas de profissionais de comunicação, milhares de páginas e milhões de notícias. Num País com as características do nosso, um projecto com esta idade já tem alguma relevância, já pode pedir para si o estatuto de maturidade, já pode deixar orgulhosos os que o fundaram, os que participaram e já não estão, e os que hoje têm a responsabilidade de manter o barco em andamento.

Num mercado que é dominado pela comunicação social pública, um projecto privado que consegue destacar-se também é motivo de regozijo. Estaria a faltar à verdade se viesse aqui dizer que não houve dificuldades, momentos em que parecia que a corda ia partir-se, que o desânimo nos bate tão fundo que apetece pegar na bola, dar um chuto forte para o ar e não querer saber onde vai ela cair. Também não seria verdade vir com o discurso do "nunca errámos", "fomos maravilhosos" ou "não mudava uma linha do que foi feito". Eu sou o quarto director desta publicação e assumo que nem tudo foi bom, reconheço os erros, sinto que podíamos em algumas situações ter feito melhor. E penso que os outros três que me antecederam terão o mesmo sentimento.

O que sei é que o valores do jornal se mantêm. Independência, comprometimento com o País, conhecimento das matérias, análise sólida, direito ao contraditório, pluralidade de opinião, dar voz às minorias, não recuar perante pressões externas, acreditar nas notícias publicadas, formar jovens jornalistas com valores éticos e morais que não envergonham, não ter agendas pré-definidas, ser inclusivos e lutar pela verdade, foram sempre características deste projecto.

Quando me sentei no passado dia 27 a ler todas as mensagens que nos mandaram, os textos que hoje publicamos, os sinais que nos chegaram do País e do estrangeiro, confirmei que temos uma enorme responsabilidade. Esta equipa transporta o peso de mostrar que é possível ter uma imprensa livre e democrática (não somos apenas nós, claro!), mas mais, que um projecto com estas características pode ser sustentável. Que a credibilidade também é um bom negócio e que não são necessários truques e esquemas para poder sobreviver.

Sei o que isso representa para uma geração, ou pelo menos parte dela, que já não acredita nestes valores. A quem temos de mostrar que a verdade, a independência, não estar ligado a qualquer grupo que tenha práticas que não aprovamos, ter ética e respeitar os valores morais de cada um, também pode proporcionar uma boa vida e trazer uma felicidade suplementar.

Por isso, e porque somos todos responsáveis, quero partilhar este desafio com os nossos leitores que nos lêem regularmente, com os anunciantes que nos escolhem para publicitar os seus produtos e serviços, com o accionista que não interfere na linha editorial do jornal nem quer mudar as matérias no dia do fecho, com a administração que nos dá as condições para continuar e com todos os que à nossa volta nos ajudam nesta caminhada. Todos queremos o melhor para Angola!

E eu sei que o jornal contribui para isso e que estamos do lado certo da História. Por isso, um abraço apertado de agradecimento a todos. Obrigado!