Saltar para conteúdo da página

Logo Jornal EXPANSÃO

EXPANSÃO - Página Inicial

Angola

Investigação associa a Angola empresa suspeita de interferência em eleições

COMPANHIA ISRAELITA BLACKCORE AVERIGUADA EM FRANÇA

A Viginum, agência governamental francesa que monitora, detecta e caracteriza eventuais operações de interferência digital estrangeira afirma que a BlackCore coordena dezenas de perfis e grupos falsos no Facebook que defendem o governo e o MPLA.

O que começou por ser uma investigação sobre influência estrangeira e manipulação das eleições locais em França, rapidamente se transformou num caso que envolve vários países e actividades suspeitas no Togo, Escócia, EUA e Angola. No centro das investigações está uma obscura empresa de origem is raelita, chamada BlackCore, que em Fevereiro de 2026 terá sido contratada pelo Governo angolano, segundo as autoridades francesas.

No passado dia 12 de Junho, a Viginum, agência governamental francesa encarregada de monitorar, detectar e caracterizar operações de interferência digital estrangeira, que é tutelada pelo Secretariado-Geral de Defesa e Segurança Nacional (SGDSN) de França, divulgou publicamente um relatório com o título "Rokh Solis: Análise de um modus operandi informativo que teve como alvo as eleições autárquicas de Março de 2026", que divulga as informações apuradas sobre as operações da BlackCore naquele país.

No caso de Angola, a agência identificou dezenas de contas, grupos e perfis falsos, que actuam de forma coordenada para expandir, abafar ou interferir directamente em narrativas e informações que circulam nas redes sociais e na internet, sobretudo para veicular mensagens favoráveis ao governo e ao MPLA. "As investigações conduzidas pela Viginum permitiram identifi car", para além das contas associadas às eleições autárquicas em França, outro conjunto "com características idênticas, mas que, desta vez, visavam públicos em An gola", segundo consta no relatório oficial consultado pelo Expansão.

"Com efeito, foram identificadas 48 contas ainda activas, que apresentam vários elementos semelhantes ao conjunto descrito anteriormente: fotografias geradas por inteligência artificial, utilização de nomes com conotação lusófona («Maria Sou sa», «Paulo Carvalho», «Luisa Pereira», etc.), partilhas em comum entre estas diferentes contas e coordenação das suas interacções nas mesmas publicações através de "gostos" ou comentá rios", descreve a Viginum.

Logo Jornal EXPANSÃO Newsletter gratuita
Edição da Semana

Receba diariamente por email as principais notícias de Angola e do Mundo