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Custos de empréstimos vão manter-se "exorbitantes" em 2024

PREVISÕES DO BANCO MUNDIAL

África Subsariana cresce 3,8%, segundo previsões do BM, num ano em que acesso aos mercados financeiros tem das "piores condições" em décadas.

Até ao final de 2024, a economia global deve acumular um "recorde lamentável", o de "pior meia década em termos de crescimento do PIB em 30 anos", refere o Banco Mundial (BM), no mais recente relatório sobre as "Perspectivas Económicas Globais", onde prevê um crescimento de 3,8% para África Subsariana, 1,4 pontos percentuais acima do crescimento previsto para a economia global, num ano com as "piores condições de financiamento em décadas".

Se, por um lado, a economia global "está numa situação melhor", tendo em conta que o risco de uma recessão global diminuiu, muito devido à força da economia norte-americana, as "crescentes tensões geopolíticas podem criar novos riscos a curto prazo", num contexto de "comércio letárgico".

Segundo as previsões do Banco Mundial, divulgadas terça- -feira, dia 9, o crescimento global deverá desacelerar pelo terceiro ano consecutivo, de 2,6% em 2023 para 2,4%, quase três quartos de um ponto percentual abaixo da média da década de 2010. Já as economias em desenvolvimento deverão crescer apenas 3,9%, mais de um ponto percentual abaixo da média da década anterior.

"Se não houver uma grande correção de rumo", o início do novo milénio será conhecido como "a década das oportunidades perdidas", frisou Indermit Gill, economista-chefe e vice-presidente sénior do Grupo Banco Mundial, no lançamento do relatório.

"O crescimento a curto prazo continuará fraco, deixando muitos países em desenvolvimento, principalmente os mais pobres, presos numa armadilha, construída com "níveis paralisantes de dívida e parco acesso a alimentos para quase uma em cada três pessoas", adverte o BM, deixando claro que o mundo está numa encruzilhada onde ainda é possível "virar o jogo", se os "governos agirem agora para acelerar os investimentos e fortalecer os marcos de políticas fiscais".

Num contexto particularmente adverso, os custos de empréstimos para economias em desenvolvimento, especialmente aquelas cujo Risco País é precário, "permaneçam exorbitantes, com as taxas de juros globais travadas em máximas de quatro décadas em prazos ajustados pela inflação", alerta o Banco Mundial.