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Opinião

Há muito talento nos refugiados

Capital Humano

Um dos elementos mais importantes do desenvolvimento de qualquer sociedade, passa por ter
mecanismos ágeis de empregabilidade e criação de negócios, não só para os nacionais e residentes,
mas também para qualquer pessoa que queira trazer valor para esta mesma sociedade.

Definitivamente parece que o mundo não quer ter tranquilidade. Ainda vivemos em plena pandemia, e rebenta uma guerra em plena Europa, com todas as consequências que podem daí advir. O propósito deste artigo não é discutir razões, méritos ou responsabilidades, mas sim, o que fazer com as pessoas que resultam deste trágico momento que se vive entre a Rússia e a Ucrânia. E o que todos podemos fazer, enquanto sociedade internacional, multicultural e protetora de quem mais precisa.

Temos nos dias de hoje mais de três milhões de refugiados, na sua grande maioria mulheres, crianças e idosos, uma vez que os homens têm de ficar no país a lutar contra a invasão. Estas pessoas tiveram de sair sem nada, deixaram tudo para trás, sem suporte financeiro ou qualquer outro. Estão a valer-lhes os países que os acolhem e lhes dão o apoio para um recomeço rápido. Sim, porque infelizmente não será possível a estes países suportarem o custo destes refugiados por muito tempo.

Num momento em que muitas empresas de vários pontos do mundo reclamam a insuficiência de talento nas mais diversas áreas, poderá estar aqui um meio de ajudar estes refugiados, assim como de colmatar esta necessidade por talento. Claro que é fundamental perceber as competências e experiência de cada uma destas pessoas, no entanto surge aqui também o tema da requalificação profissional, se necessário, assim como o que cada uma destas pessoas pode acrescentar às organizações, devido às experiências que passaram.

Ou seja, temos mais uma vez, um momento importante, em que se pode articular uma estratégia em tempo recorde, entre várias empresas e países, para empregar estes milhões de refugiados. Não só empregar, mas também agilizar processos de legalização para que estes possam trabalhar e reconstruir as suas vidas. A Ucrânia é um país com muita gente qualificada, competente e preparada para vários desafios, pelo que não será difícil encontrar espaço para estes talentos.

Muitos poderão questionar se este esforço não deveria ser alargado a outros refugiados, e até mesmo a muitos locais que passam por muitas dificuldades. Sem dúvida. Um dos elementos mais importantes do desenvolvimento de qualquer sociedade, passa por ter mecanismos ágeis de empregabilidade e criação de negócios, não só para os nacionais e residentes, mas também para qualquer pessoa que queira trazer valor para esta mesma sociedade. Dito isto, é óbvio que para acolhermos outros, temos de ter a casa arrumada. Ou, pelo menos, o mais arrumada possível, sendo que a perfeição é algo que não existe.

(Leia o artigo integral na edição 668 do Expansão, de sexta-feira, dia 1 de Abril de 2022, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)

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