O último trimestre do ano
O aproximar do fecho do ano e, com isso, a aferição dos resultados financeiros da organização, faz com que haja uma atenção muito especial por parte de todos, uma vez que dos resultados depende muitas vezes o pagamento de possíveis bónus anuais, assim como de aumentos salariais.
Entramos no último trimestre do ano. Provavelmente aquele que gera mais tensão em qualquer organização. Todos os departamentos se debatem com vários temas urgentes e importantes. Mas também é aquele trimestre desafiante e que requer o maior foco e onde se poderá sentir de forma mais veemente o tal espírito de equipa que muitas organizações mencionam que têm, uma vez que há temas transversais a todos, como é o exemplo da definição do budget para o ano que se aproxima.
Por outro lado, o aproximar do fecho do ano e, com isso, a aferição dos resultados financeiros da organização, faz com que haja uma atenção muito especial por parte de todos, uma vez que dos resultados depende muitas vezes o pagamento de possíveis bónus anuais, assim como de aumentos salariais. Neste último tema, e devido à guerra presente na Europa, o aumento da inflação é uma dura realidade e as organizações devem tentar o máximo possível atenuar esse problema com os aumentos salariais. É um facto que, para que as organizações o possam fazer, alguns ajustes nos mais variados níveis poderão ter de ser feitos.
Com isso, a retenção de talento poderá ser um problema, sendo que os melhores estarão muito atentos ao que as suas organizações vão fazer e isso poderá ser o "gatilho" para ficarem ou para, imediatamente, irem procurar novos desafios. O grande tema desta decisão é que, por norma, é uma decisão silenciosa e pessoal, ou seja, os líderes, assim como o departamento de recursos humanos, terão de estar muito atentos a qualquer sinal que possa surgir por parte dos colaboradores.
Não é só neste tema que o departamento de recursos humanos tem de estar atento e ativo. Este é o período em que se iniciam discussões sobre possíveis promoções, além dos aumentos e bónus já referidos, mas também sobre as avaliações de desempenho de final de ano que são decisivas em todo este processo. Ou seja, apesar de ainda faltarem três meses para o final do ano, as decisões estão muitas vezes tomadas neste momento, o que faz com que os colaboradores tenham de tempo útil para se "mostrarem" pouco mais de sete ou oito meses, dado que Janeiro é um mês ainda de alguns ajustes do ano anterior. É pouco tempo, mas importa ter este planeamento em mente, se um colaborador pretende mais do que tem de momento.
Neste departamento, mas numa área completamente distinta, importa também desenhar o plano de crescimento e recrutamento para o ano que aí vem. Obviamente é um plano aberto a mudanças ao longo do ano, mas é neste momento que se começa a desenhar a estrutura da organização no próximo ano, assim como e em que posições é necessário reforçar a equipa, ou até mesmo a criação de novas áreas, que possam trazer mais inovação à organização.
Este último trimestre crítico para as organizações e suas pessoas, é também um aliciante desafio para as mesmas. Aqui poderemos ver quem está realmente comprometido, seja de que lado for, e também é tempo de estimular o verdadeiro trabalho em equipa, tal como mencionado no início deste artigo, porque todos dependem de todos e o todo é maior que a soma das partes. As lideranças aqui desempenham um papel fundamental em todo o processo, porque o exemplo e a inspiração tem de vir claramente de quem lidera a organização e os seus departamentos.
Muitas vezes dizemos que as pessoas são o maior ativo das organizações. Este é o tempo de o demonstrar, e de finalizar com uma festa de fim de ano (porque nem todos celebram a época natalícia), em que possam estar todos (ou a grande maioria) felizes, motivados e com um sentimento de justiça pelo que fizeram ao longo do ano que está a terminar.
É um momento único em cada organização, uma vez que isso é fundamental para que todos iniciem o novo ano a "remar" para o mesmo lado.