Web Summit
Poucas são as coisas que fazemos no dia-a-dia que não tenha a interferência de tecnologia, mesmo as mais simples. E apesar de considerarmos como utilizadores que são tarefas simples, a verdade é que por detrás destas ferramentas existe toda uma complexidade de programação e design, desenvolvida por profissionais...
Nesta época do ano, invariavelmente, o tema acaba por ser sempre o maior evento de tecnologia do mundo, Web Summit, a acontecer em Lisboa na primeira semana de Novembro. Um espaço onde se encontram dezenas de milhares de pessoas e milhares de empresas, em que a tecnologia e os negócios se cruzam, e em que o impossível encontra o possível (fantásticas palavras do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas).
Os números deste evento são absolutamente impressionantes. Mil e oitenta e um investidores, mais de 2.000 pessoas acreditadas como imprensa, 342 partners, 71.033 participantes de mais de 160 países, em que 42% são mulheres, 1.050 speakers, e 2.296 startups. A cidade de Lisboa transforma-se na capital mundial de empreendedorismo e inovação.
Este evento, nascido em Dublin, quando se mudou para Lisboa, em 2016, teve um crescimento exponencial, e ano após ano tem sido cada vez melhor, maior e mais relevante para a cidade, país e para o mundo. Todavia, este ano é especial. Apesar de, no ano passado, se ter realizado com as restrições da Covid-19, naturalmente não teve o mesmo impacto. Este ano é o regresso ao evento na sua total plenitude. E não poderíamos estar todos mais felizes!
Nos dias de hoje, a tecnologia e o seu desenvolvimento, são críticos para a vida de todos nós. Poucas são as coisas que fazemos no dia-a-dia que não tenha a interferência de tecnologia, mesmo as mais simples. E apesar de considerarmos como utilizadores que são tarefas simples, a verdade é que por detrás destas ferramentas, existe toda uma complexidade de programação e design, desenvolvida por profissionais altamente qualificados.
Além de tudo aquilo a que já temos acesso nos dias de hoje, existe uma gigante oferta em termos de inovação, ainda a ser preparada pelas mais diversas empresas, nos seus mais variados estágios de desenvolvimento. E é nisto que o Web Summit é fantástico. Podemos ver in loco o que está a ser preparado pelas mais variadas empresas, das diferentes indústrias, que têm impacto diário na nossa vida. Existem também vários eventos laterais, mais pequenos, mas mais orientados para os mais diversos nichos de atividade, que são igualmente importantes.
Escrevo este artigo no dia após a abertura, ou seja, o primeiro dia de evento com as portas abertas. E escrevo a partir do evento em si, o que torna estas palavras ainda mais autênticas e sentidas em tempo real.
Quem não tem bilhete para este ano, já não poderá vir, uma vez que estão esgotados. Mas recomendo vivamente que planeiem a visita no ano que vem. Mesmo que não trabalhem em tecnologia ou empresas aqui representadas. Vale a pena ver o que se faz de melhor pelo mundo e, claro, a visita a uma cidade fantástica, como Lisboa, é sempre algo a não perder.