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Universidade

INAGBE garante aos bolseiros pagamento dos subsídios dos próximos 4 meses

"CONFLITO" ENTRE GOVERNO E PROFESSORES NÃO IMPEDE PAGAMENTOS A BOLSEIROS

Com greve ou sem greve dos professores, o Instituto Nacional de Gestão de Bolsas (INAGBE) garantiu que os subsídios referentes ao ano lectivo 2021/22 vão ser pagos normalmente. Conflito entre Rússia e Ucrânia cria dificuldades para o pagamento de bolseiros a estudar na Rússia.

O Instituto Nacional de Gestão de Bolsas (INAGBE) recebeu orientações para efectuar o pagamento cabal dos subsídios dos estudantes com ou sem greve dos professores, que se encontra suspensa por 30 dias, enquanto se elabora uma nova proposta salarial. Os subsídios dos bolseiros internos já foram pagos até ao mês de Março, faltando apenas os meses de Abril, Maio, Junho e Julho para o encerramento do ano lectivo 2021/2022. "Não houve cortes nos subsídios dos bolseiros internos em função da greve dos professores. Os bolseiros têm os subsídios pagos até ao mês de Março. Estávamos preocupados sobre que tratamento daríamos ao mês de Abril caso não houvesse o retorno das aulas. Mas como já foi interrompida a greve, os bolseiros vão continuar a beneficiar dos subsídios", garantiu Milton Chivela, director do INAGBE.

Com greve ou sem greve dos professores, o responsável do INAGBE assegurou que os subsídios dos próximos meses vão mesmo ser pagos normalmente. "Ainda que os professores regressem à greve já temos uma orientação para o INAGBE honrar cabalmente com os pagamentos do ano académico 2021/22. Vão ser pagos durante este ano académico. Entretanto, esperamos que a questão da greve dos professores seja resolvida definitivamente", desejou Milton Chivela.

O gestor público explicou que a instituição que dirige não registou qualquer constrangimento decorrente da greve dos professores, mas podem surgir alguns empecilhos no final do ano académico. A justificação para este receio está relacionada com o rendimento escolar dos bolseiros que não tenham transitado de ano. Depois é necessário apurar se o baixo aproveitamento está relacionado com a greve ou é simplesmente incúria dos estudantes nesta condição. Cada bolseiro interno custa anualmente 558 milhões Kz, multiplicados pelos quatro anos necessários para a conclusão da formação. Os subsídios e as bolsas de estudo servem para custear encargos relacionados com a inscrição, matrículas, propinas, bibliografia, trabalho de fim de curso, práticas e estágio para graduação, defesa de dissertação, alimentação, transporte e alojamento. O INAGBE controla 22.069 bolseiros, dos quais 21.095 estão a frequentar o nível de licenciatura e 979 em programas de mestrado ou doutoramento.

Guerra afecta pagamentos

O INAGBE está a encontrar dificuldades para efectuar os pagamentos dos subsídios dos bolseiros afectos ao programa de financiamento anual de 300 licenciados com mérito académico, que são encaminhados para as melhores universidades do mundo. Alguns destes bolseiros encontram-se a estudar na Rússia. "Estamos com dificuldades para colocar dinheiro na Rússia devido ao conflito com a Ucrânia. Ainda não existe uma solução para as embaixadas que estão na Rússia, então estamos assim, portanto, esta é a nossa grande preocupação", reconhece Milton Chivela.

Na Rússia existem actualmente mais de 180 estudantes angolanos inscritos em diferentes cursos. Por outro lado, entre os angolanos que ficaram na Polónia só três são bolseiros do INAGBE. Dos 277 angolanos que decidiram ficar na Ucrânia, apenas três são bolseiros da quarta edição do programa de envio anual de 300 licenciados. Os estudantes que decidiram ficar naquele país frequentavam cursos de mestrado e doutoramento. Os três bolseiros que decidiram manter-se na Ucrânia deixaram de receber os subsídios por imperativos regulamentares, ou seja, quando não há aulas os subsídios são cortados