Petróleo continua em queda com sinais de alívio no estreito de Ormuz
Os preços do petróleo negoceiam em baixa nesta quarta-feira, prolongando as perdas registadas nas últimas sessões, numa altura em que surgem sinais de progressos nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão.
A pressionar adicionalmente as cotações estão também os relatos de um aumento do número de petroleiros a atravessar o estreito de Ormuz, um corredor estratégico por onde, antes do início do conflito, transitava cerca de um quinto do crude consumido a nível mundial. O aumento do fluxo de embarcações reforça as perspectivas de maior oferta no mercado.
Perto das 09h00, em Luanda, o Brent - referência para as exportações angolanas - recuava 1%, para 76,3 USD por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, cedia 0,9%, para 72,6 USD por barril. Por sua vez, o gás natural de referência para a Europa também seguia em queda, com uma descida de 0,7%, para 41,7 euros por megawatt-hora.
A contribuir para o alívio das preocupações em torno do abastecimento global, a Organização Marítima Internacional indicou ter recebido garantias de segurança que estão a permitir a saída de centenas de navios do Golfo Pérsico, segundo a Bloomberg.
Em paralelo, Irão e Omã anunciaram o início de trabalhos relacionados com um acordo para a gestão da navegação no estreito de Ormuz, incluindo potenciais mecanismos de cobrança associados ao trânsito marítimo. Persistem, contudo, receios de que Teerão possa vir a introduzir taxas para os navios que utilizem esta rota estratégica, embora os detalhes do plano permaneçam pouco claros.











