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Economia

Petróleo recua com sinais de avanço nas negociações entre Washington e Teerão

Petróleo ao dia

Os preços do petróleo negociam em baixa esta segunda-feira, pressionados por sinais de progresso nas negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irão, o que contribui para aliviar os receios de interrupções no fornecimento de crude proveniente do Médio Oriente.

Perto das 08h de Luanda, o Brent, referência para as exportações anagolanas, desvaloriza 2%, para 79,0 USD por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, recua 0,6% para 75,4 USD por barril.

O facto é que as duas partes terão alcançado um entendimento sobre um "roteiro" destinado à celebração de um acordo final no prazo de 60 dias. As negociações técnicas deverão prosseguir ao longo da semana, de acordo com um comunicado conjunto emitido pelo Catar e pelo Paquistão, países que estão a mediar o processo negocial na Suíça, Segundo a Bloomberg.

O encontro de alto nível surge na sequência de um memorando de entendimento assinado na semana passada, cuja implementação foi colocada à prova durante o fim de semana. Nessa altura, Teerão anunciou o novo encerramento do estreito de Ormuz, acusando Israel de violar o cessar-fogo no Líbano.

Apesar das tensões, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou, numa publicação na rede social X, que a mediação em curso na Suíça permitiu alcançar avanços significativos com vista ao fim do conflito no Líbano.

A actual correcção dos preços sucede à valorização superior a 2% registada na sessão anterior, quando o mercado reagiu a um arranque atribulado das negociações, marcado por novas declarações e ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, dirigidas a Teerão.

Embora o Irão tenha reiterado o encerramento do estreito de Ormuz, milhões de barris de petróleo continuaram a ser transportados pela rota marítima durante o fim de semana, segundo a agência financeira. Ainda assim, alguns analistas alertam que os investidores poderão estar a subestimar os riscos para a oferta regional.

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