Bispo detido na sequência de investigação ao banco do Vaticano
Um bispo, um membro dos serviços secretos italianos e um intermediário financeiro foram detidos, nesta sexta-feira, no âmbito de investigações da justiça italiana ao Instituto para as Obras Religiosas (IOR) - o banco do Vaticano.
O site jornal Corriere della Sera escreve que o prelado detido é Monsenhor Nunzio Scarano, bispo de Salerno, no Sul da Itália. Segundo informação prestada à Reuters pelo seu advogado, Silverio Sica, foi detido numa paróquia dos arredores de Roma.
Segundo a televisão Sky TG-24, os três homens são suspeitos de fraude e corrupção. O assunto ainda não foi comentado pelo Vaticano.
As detenções, por ordem do Ministério Público de Roma, decorrem das investigações lançadas pela Justiça italiana em 2010 ao IOR, por suspeita de violação da legislação contra branqueamento de capitais. O diário La Repubblica diz que Scarano é também visado por um inquérito do Ministério Público de Salerno.
O prelado, membro da Administração do Património da Sede Apostólica (APSA), entidade que gere os bens da Santa Sé, foi suspenso dessa função na quinta-feira, segundo o jornal. Informação diferente foi avançada pela Reuters, segundo a qual foi suspenso há semanas, quando começou a ser investigado pela procuradoria de Salerno.
A agência Ansa noticiou que a investigação que motivou as detenções está relacionada com a entrada em Itália de 20 milhões de euros em dinheiro, provenientes da Suíça. Esse dinheiro pertenceria a amigos do bispo Scarano. O funcionário dos serviços secretos teria concordado em fazer o dinheiro entrar em Itália a bordo de um avião privado, mediante uma recompensa de 400 mil euros, segundo a mesma fonte.











