Parlamentares economistas dominam 5ª Comissão de Economia e Finanças
A licenciatura caracteriza a 5ª Comissão especializada da Assembleia Nacional, bem como o Parlamento, no seu todo. Os juristas, por exemplo, que na legislatura passada eram 26, caíram para 16 nesta V legislatura.
A 5ª Comissão especializada da Assembleia Nacional é composta por 25 deputados dos quais 11 possuem o grão de licenciatura, sete são mestres, quatro pós- -graduados, dois são doutores e um é bacharel, sendo 15 do maioritário, 9 da UNITA e um da FNLA, precisamente o presidente do partido Nimi A Simbil, que é psicólogo. Ao todo são 15 economistas nesta comissão.
A 5ª Comissão especializada da Assembleia Nacional é responsável pelas questões relacionadas com a economia e finanças. É, no fundo, o laboratório do Parlamento ligado à economia do País, dos quais 15 dos 25 deputados são economistas, tendo alguns deles já ocupado cargos no Governo, como Maria Idalina Valente, que já foi vice-ministra do Planeamento e Coordenação Económica e ministra do Comércio, além de Aia-Eza da Silva Troso, que já ocupou o cargo de secretária de Estado do Orçamento. A comissão conta ainda com dois gestores de empresa declarados, dois juristas e três professores, um agrónomo e também um ambientalista.
De forma geral, dos 220 deputados desta legislatura, 115 são licenciados, sendo 65 do MPLA, num universo de 124 deputados eleitos, 46 da UNITA, entre 90 deputados e dois do PRS, por sinal os dois únicos parlamentares do partido numa lista que conta com um deputado com ensino básico. Com mestrado existem 47 deputados, sendo 31 do partido maioritário, 15 da UNITA e um da FNLA.
Pós-grados são 11, sendo oito do MPLA, dois da UNITA e um da FNLA. Com o grau de bacharelato existem 18 deputados, 12 são da UNITA e seis do MPLA. Dos 14 doutorados no Parlamento, 10 são do MPLA e quatro do maior partido na oposição, que conta ainda com seis deputados com o ensino médio, enquanto o MPLA tem apenas dois. Com frequência universitária o MPLA possui quatro deputados e a UNITA dois.
O economista Gaspar João entende, por outro lado, que a formação do homem, principalmente do deputado, é fundamental para aquilo que são as suas atribuições enquanto servidor do povo. Contudo defende a contratação de especialistas para determinadas questões por forma a apresentar um trabalho de qualidade e representar de forma digna o povo que o elegeu.
"O deputado que realmente trabalha em prol dos interesses do povo deve entender que não é detentor de todo o saber inerente às suas atribuições na Assembleia Nacional. Portanto, a contratação de assessores devia ser entendida como uma condição necessária e suficiente para um trabalho que responda aos anseios de quem o elegeu", afirma.