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Angola

Operadoras de transportes ajustam preços até 25% com a subida do gasóleo

TRANSPORTES DE PASSAGEIRO

Rosalina Express e Real Express tomaram a dianteira entre as grandes operadoras do mercado. Os transportes informais vão aproveitar à boleia, enquanto a associação dos transportes rodoviários de passageiros negoceia com o Governo possível ajuste na tarifa dos autocarros públicos.

Já se esperava que a subida nos preços de combustível arrastasse também a tarifa dos transportes. Se os táxis "azuis e brancos" mantêm o preço após mais um aumento de 50% do preço do gasóleo, que passou de 200 Kz para 300 Kz por litro, na semana passada, o mesmo não acontece nos transportes colectivos de passageiros (autocarros), já que as operadoras anunciaram aumentos até 25%.

A Rosalina Express, que opera o serviço expresso em Luanda, é a operadora que mais registou aumentos dos preços. Informou que os preços foram actualizados a partir de Segunda-feira (31), devido à subida do preço da gasolina. A rota Kilamba-Luanda (Largo das Escolas) que antes custava 800 Kz para quem paga em cash, passa a custar 1.000 Kz, o que representa um aumento de 25%. E para passageiros que têm o cartão de operadora (que antes pagava igualmente 800 Kz no mesmo percurso) passa pagar 950Kz, um aumento de 19%.

Para o trajecto Viana-centro de Luanda que custava 500Kz foi actualizado para 600Kz em dinheiro e 550Kz com cartão da operadora, representado assim aumentos de 20% e 10%, respectivamente. Ainda na Rosalina Express, a rota que sai do Zango (que passou a integrar a província do Icolo e Bengo) com destino ao centro de Luanda, passa a custar 800 Kz em cash (+14%) e 750 com o cartão (+7%).

Entre os operadores do mercado com viagens interprovinciais, a Real Express foi a primeira identificada pelo Expansão a fazer ajustes. A passagem de Luanda, saindo da Gamek rumo à cidade do Huambo ou à província de Benguela, que até a última Sexta-feira, dia 28, custavam

10.000 Kz, tiveram um aumento de 10% para 11.000 Kz.

A Real Express também fez ajustes na ordem dos 6,25% no percurso Luanda- Lubango, que agora custa 17.000 Kz, sendo que no trajecto Luanda -Waco Cungo procedeu um aumento de 6,7% para 8.000 Kz. As outras rotas da operadora, que está no mercado há mais de dois anos, ainda não sofreram alterações. Assim, a operadora justiça que o aumento do preço dos bilhetes acompanha a subida do preço gasóleo.

"Nós operamos com uma frota totalmente a gasóleo e era inevitável que não se fizesse ajuste, por mais que pensemos no poder de compra dos nossos clientes. Fizemos um ajuste por baixo, que não cobre o peso do combustível nos nossos custos", disse fonte do Expansão junto da Real Express, sem avançar qual é realmente o peso do combustível na estrutura de custo da Empresa.

Por sua vez, a Macom, apresenta tarifas os serviços interprovinciais flutuantes desde os aumentos de combustível, permitido que sejam ajustados quase que automaticamente.

As tarifas os serviços interprovinciais da transportadora Macon são flutuantes desde os últimos aumentos de combustível verificados no ano passado, permitido que sejam ajustados quase que automaticamente. Assim, os bilhetes apresentam preços máximos e mínimos, dependendo da procura, da altura da compra do bilhete de passagem ou da hora de viagem.

Para se ter uma ideia, os bilhetes de passagem de Luanda à província do Huambo variam entre

12.180 Kz a 15.290 Kz.

os de combustível verificados no ano passado, permitido que sejam ajustados quase que automaticamente. Assim, os bilhetes apresentam preços máximos e mínimos, dependendo da procura, da altura da compra do bilhete de passagem ou da hora de viagem. Para se ter uma ideia, os bilhetes de passagem de Luanda à província do Huambo variam entre 12.180 Kz a

15.290 Kz. "Os preços nos permitem fazer equilíbrio. Mas temos um preço limite para todas as rotas que não foi ainda alterado, por conta do poder de compra das famílias. Neste intervalo a empresa consegue ajustar-se ao mercado", disse Armando Macedo coordenador comercial da Macon.

Em termos práticos, as tarifas flutuantes também visam maximizar a receita em períodos de alta procura, como nos feriados e períodos de férias e também em épocas festivas.

Governo negoceia com Associações

Essas actualizações surgem num momento que o Governo está a negociar com a Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (Transcol) para uma possível subida na tarifa dos transportes públicos colectivos de passageiro.

Leia o artigo integral na edição 820 do Expansão, de sexta-feira, dia 04 de Abril de 2025, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)

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